Naomi Shida
Biografia
Naomi Shida (1998) é artista multimeios nipo-brasileira. Investiga o corpo trans e suas possibilidades de representação por meio de narrativas simbólicas em diferentes suportes, como bordado, pintura, escultura e instalação.
Perfil expográfico
Naomi Shida (1998) é artista multimeios nipo-brasileira, bacharela e licenciada em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Investiga a representação de seu corpo trans como forma de compreender e afirmar um espaço em constante transformação — física, afetiva e simbólica. Sua prática transita entre o figurativo e o abstrato, apropriando-se de tensões visuais e simbólicas para construir uma narrativa pessoal sobre a transição. Entre o têxtil e a pintura, utiliza materiais como lona e tecido e recorre à representação de elementos como o urubu, o peixe, a faca, a cadeira, o osso e as cracas, que assumem diferentes camadas simbólicas na construção de narrativas sobre o corpo em transição. Em sua trajetória acadêmica, foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) em duas ocasiões: entre 2022 e 2023, com a pesquisa “Monumento, Memória e Cidade: as relações de poder na escultura ‘Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo’, de Amedeo Zani” — trabalho indicado ao Prêmio PIBIC; e entre 2023 e 2024, com a pesquisa “Corpo em TRANSição: narrativas de um território simbólico”. É também coautora do artigo “Ações artísticas: sentidos públicos e representação no Teatro de Arena da Unicamp”, publicado pelo GEAP Brasil em 2022. Participou de exposições coletivas em instituições como A Gentil Carioca, Diáspora Galeria, Canteiro, Pavão Cultural, Espaço Cultural Bunkyo, Museu de Arte de Ribeirão Preto, Ateliê 397 e EXL Art Gallery. Em 2024, integrou a exposição internacional Uncharted Narratives, no Treasure Hill Artist Village, em Taiwan. Em 2025, participou das coletivas Vivaz, na Usina Luis Maluf, do 52º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, da 22ª edição do Território da Arte de Araraquara, do NOTSAMO, na Galeria Dezoito, e da CasaCor, no estande da OHMA. Como parte da Residência da Galeria Luis Maluf, realizou uma visita ao Sertão Negro, território artístico e cultural idealizado por Dalton Paula, onde participou de um Ateliê Aberto voltado ao compartilhamento de processos com a comunidade local. Foi premiada na 50ª edição do Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional Contemporâneo – MARP e recebeu o Prêmio Estímulo no 35º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea. Em 2026, integrou exposições na Galeria Anita Schwartz e no FONTE, e realizou sua segunda exposição individual, “Entre terra e mar, corpos morrem para renascer”, no MARP.
Obras
Mar-morto-corpo III
2026
Naufrágio, em águas rasas encontro os destroços de um tempo
2025
- Tornar-se mulher: nem todo naufrágio é o fim, mas o início de uma luta
2026
Seleção natural
2026
Mar-morto-corpo V
2026
Mar-morto-corpo II
2026
Mar-morto-corpo VI
2026
Mar-morto-corpo IV
2026
Mar-morto-corpo I
2026
Carne Abissal
2026
Exposições
- Bruma sobre o mar, trama sobre a pele
1 de outubro de 2026 a 16 de outubro de 2026 — Em andamento