Mariana Perissinotto

Mariana Perissinotto

Biografia

Mariana Perissinotto (Campinas, 2000) é artista visual. Por meio da pintura a óleo, investiga o espaço entre figuração e dissolução por meio de figuras humanas e paisagens que operam como estados psicológicos.

Perfil expográfico

Mariana Perissinotto (Campinas, 2000) é artista visual. Nasceu e vive em Campinas, São Paulo. Sua produção concentra-se principalmente na pintura a óleo, investigando o espaço intermediário entre figuração e dissolução. Integrou a Residência EXL, em Campinas (2022–2023), onde realizou sua exposição individual *Entre o Real e o Imaginário* (2023). Concluiu a graduação em Artes Visuais pela Unicamp em 2024 e, no mesmo ano, aprofundou sua formação técnica na residência artística com o pintor norueguês Odd Nerdrum, em Stavern, Noruega. Seu trabalho foi apresentado em exposições coletivas como *Travessia*, na Galeria Retina, e *A memória é uma paisagem contemplada de um comboio em movimento*, na Galeria Izabel Pinheiro, ambas em São Paulo (2025), além do 70º Salão de Belas Artes de Piracicaba (2025). Por meio de figuras humanas e paisagens, seu trabalho busca construir imagens marcadas por uma suspensão narrativa e temporal. Mais do que representar acontecimentos, suas pinturas operam como estados de percepção — cenas silenciosas nas quais o tempo parece desacelerar e a presença humana se torna frágil diante do espaço que ocupa. A paisagem, em sua obra, deixa de funcionar como cenário e passa a atuar como extensão psicológica da figura. Natureza, arquitetura e vazio tornam-se campos emocionais, produzindo relações de pertencimento, isolamento, absorção e deslocamento. O humano aparece menos como identidade individual e mais como presença vulnerável, porosa ao ambiente que o cerca. A ausência de narrativa explícita se sustenta também no próprio processo pictórico. Raspagens e apagamentos introduzem a perda como gesto constitutivo da pintura, enquanto paletas dessaturadas e formas parcialmente dissolvidas afastam a imagem de uma representação estável da realidade. As imagens emergem na tela de maneira incompleta, como memórias fragmentadas ou imagens prestes a desaparecer, aproximando a pintura de uma experiência tênue e instável da existência.

Obras

Exposições